RACISMO NO ESPORTE E NO FUTEBOL
Não há nada mais covarde do que a manifestação de preconceito que geralmente vem acompanhado de intolerância entre seres “racionais” (este sentimento é exclusivo do ser humano).
A gente pode ver de varias formas esta estupidez humana tão frequente no cotidiano das pessoas e em todos os tempos, é no trabalho, na escola, no clube e até mesmo na igreja.
Às vezes, ela se manifesta disfarçadamente, em tom de brincadeira, quando encontra reciprocidade de alguém, ou pior ainda, por ideologia.
Esta ultima invariavelmente agravada por atos de violência. Homicídios e holocaustos, só prestar atenção na história da humanidade.
Em qualquer das formas é odioso esse sentimento e suas manifestações, que apesar de antigo (tem a idade do homem), nos nossos dias recebeu o sofisticado nome de buling. Como diria o Zé Simão do jornal Folha, apenas “tucanaram o racismo” e outros preconceitos porque a humilhação de quem sofre é a mesma.
Os atos de racismo ganham cada vez mais repercussão à medida que acontecem e é preciso mesmo que se discuta a questão até a exaustão, até que a conscientização das pessoas atinja estágio em que ela seja incapaz de submeter seu semelhante a tamanho constrangimento porque não é possível que o homem só evolua tecnologicamente e se mantenha nas trevas quanto a sua essência, o seu caráter. Falta Deus também na vida das pessoas e falta educação no sentido mais amplo da palavra.
Quando estão em bando então é que esses estúpidos covardes sentem se seguros para deixar aflorar toda podridão da qual é composta suas personalidades brutas, que não foram moldadas pela educação, nem de suas famílias, nem da instituição escolar.
Esta se tornando corriqueiro, assistirmos a atos de racismo no esporte, a reação fica por conta da indignação de parte da imprensa e daqueles que estão mais próximos dos ofendidos.
É extremamente triste o caso do xingamento sofrido pelo jogador Elias do Corinthians no jogo contra o Danúbio do Uruguai pela taça, Libertadores da América. Pior é saber que passado o calor deste fato recente, vamos esquecer este fato, até o próximo episódio. Tem sido assim.
Se, pelo menos, houvesse a responsabilização de quem pratica o racismo ou outro preconceito com toda a certeza não seríamos tomados por esse sentimento de impotência que constrange quem tem um mínimo de sensibilidade e de formação para cultuar valores de civilidade, sabendo que o ideal é o respeito por amor ao seu semelhante. Amor ao próximo.
Reconheço que aí também, já estou querendo demais. Lamento, porque sei que com os anos de vida que tenho, não tenho direito de ser ingênuo. Que pena meu Deus, que perdi minha inocência e que o homem resiste em crescer, em melhorar a sua essência.
Apesar do quadro desolador, insisto que não devemos desistir, água mole em pedra dura tanto bate até que fura.

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